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Estados se unem para combater a dengue - 19/10/2007
Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul vão formar uma força-tarefa para combater a dengue. Representantes das secretarias de saúde dos quatro estados vão trabalhar em parceria com o Ministério da Saúde no combate, controle e erradicação da doença nessa região.

Uma proposta assinada pelos governadores Roberto Requião, Luiz Henrique da Silveira, André Puccinelli e Yeda Crusius, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), realizada ontem (18), em Curitiba, determina que, para o próximo encontro, que deverá ser realizado no início de 2008, seja elaborado um relatório das atividades planejadas e executadas.

Segundo a presidente do Codesul, Yeda Crusius, o problema é sério e tem que ser enfrentado em conjunto. Dos 470 mil casos de dengue registrados em todo o País, este ano, 9% são relativos aos quatro estados.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse aos governadores que a dengue passou a ser um problema de toda a população brasileira e que muita gente ainda não se conscientizou da importância da prevenção.

"Tivemos no Brasil 121 mortes inadmissíveis", declarou o ministro. "Ou faltou a urgência em procurar o profissional de saúde ou falhou o diagnóstico”, lamentou Temporão.

O ministério irá promover uma campanha para esclarecer a população e ensinar sobre a importância de combater os focos do mosquito diariamente, além de agilizar o diagnóstico e o tratamento. Os profissionais da saúde também fazem parte desse público. Todos os 300 mil médicos brasileiros estão recebendo CD-ROMs com informações sobre a doença.

O ministro disse ainda que não tem conhecimento do registro de casos autóctones (contraídos no próprio estado) em Santa Catarina, mas existem casos no Paraná e no Mato Grosso do Sul e este ano, pela primeira vez, no Rio Grande do Sul. No Paraná, foram 46.473 casos notificados, dos quais 24.838 foram confirmados. Desse total, 23.557 são autóctones.

Temporão explicou aos governadores que o ministério produziu materiais explicativos levando em consideração as especificidades de cada local. “Diferentes jingles também foram produzidos, para atingir públicos diversos, com ritmos como música sertaneja, samba e hip-hop”.

Segundo o ministro, a população não pode pensar que, num curto prazo, surgirá uma vacina contra a dengue. “Mesmo que tivéssemos [uma vacina] seria desenvolvida por multinacional, protegida por patente e comercializada por preços altos para países pobres”.

Fonte: Agência Brasil

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