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Ministro do Planejamento só tratará de reajustes em fevereiro - 11/01/2008
Diante da ameaça de greve por parte de sindicatos de servidores federais, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que qualquer diálogo sobre a suspensão dos reajustes dos funcionários só poderá ser feito depois do dia 12 de fevereiro, quando o governo irá anunciar onde serão os cortes no orçamento. “Ficam falando em greve e fazendo manifestação antecipadamente. Não sabemos detalhes sobre os cortes, por isso não podemos fazer especulações sobre os salários”, disse o ministro.

A cautela de Paulo Bernardo tem um porquê. Diante da necessidade de reduzir em R$ 20 bilhões as despesas previstas no Orçamento de 2008, o governo fez as contas e concluiu que mesmo se cancelasse todos os reajustes e novas contratações economizaria cerca de R$ 5,9 bilhões — apenas 28% do total necessário. Assim, o governo vai aguardar a proposta de cortes no Legislativo e no Judiciário para bater o martelo sobre a suspensão ou não dos reajustes negociados.

Promessas
“Precisamos aguardar que os outros poderes apresentem suas propostas de cortes para sabermos quanto o Executivo terá de reduzir. Claro que, se houver condições de manter as promessas de reajustes, nós manteremos, mas é preciso ter dinheiro para fazer isso”, disse Paulo Bernardo.Até agora, o governo anunciou a manutenção do reajuste para policiais federais e de aumentos já oficializados. Também não existe ainda garantia de realização dos concursos que já haviam sido anunciados.

O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal, Josemilton Maurício da Costa, torce para que o governo dê continuidade às negociações e mantenha os acordos de reajustes. Ele acredita que o Executivo vá apenas adiar os acordos firmados e promessas feitas, mas já anuncia a possibilidade de greve em março, caso haja rompimento do acordo. No próximo dia 23, representantes da confederação se reúnem com o ministro Paulo Bernardo para discutir como ficarão os reajustes de mais de 770 mil servidores de 35 diferentes categorias, que aguardam aumento salarial para este ano.

Fonte: Correio Braziliense - 10/01/2008

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