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CGU aprova gestão dos gastos da Funasa - 18/02/2008
Em meio às polêmicas em torno das despesas federais por meio dos cartões corporativos, até eventos internos de órgãos do governo viram cenário para discutir os gastos do dinheiro público. Na sexta-feira (15) não foi diferente. Durante o encerramento do encontro de gestores da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o secretário Federal de Controle Interno da Controladoria Geral da União (CGU), Valdir Agapito Teixeira, apresentou uma análise das contas do órgão em 2007 e deu uma palestra sobre a necessidade da correta utilização dos recursos públicos. Apesar de a Funasa liderar os gastos com cartões corporativos dentre os órgãos ligados ao Ministério da Saúde, os técnicos da CGU elogiaram o trabalho de auditoria interna realizado pela instituição.

O interesse em fiscalizar a forma de aplicação dos recursos é um projeto antigo da Funasa, segundo o auditor-chefe do órgão, Marcos Tadeu Andrade. Para ele, é necessário que os técnicos permaneçam em constante acompanhamento dos gastos, principalmente os que se relacionam a implementação dos programas federais, como, por exemplo, as obras o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).
Empenho

De acordo com Andrade, "o acompanhamento das ações será primordial, já que as intervenções precisam ser aditadas in loco. Por se tratarem de projetos do governo federal, as obras estarão submetidas à fiscalização dos órgãos de controle interno, externo e da Casa Civil", afirmou.

O empenho da equipe da auditoria interna do órgão foi elogiado pela equipe técnica da CGU, que considerou satisfatório o resultado da fiscalização e do acompanhamento realizado pela instituição durante a execução de projetos e a realização de despesas. "Temos notado que a Funasa trabalha para que todas as ações sejam realizadas dentro do rigor, da atenção e do controle que se deve ter com a coisa pública", ressaltou o secretário da CGU.

Para o presidente da instituição, Danilo Bastos Forte, a qualidade do trabalho realizado pela auditoria interna é uma demonstração de que a Funasa entende a necessidade de contribuir para a melhoria da eficiência dos gastos realizados pelos órgãos públicos. (IT)
Bons técnicos são a saída

Ao discursar durante o encerramento de encontro de gestores da Funasa, o vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ubiratan Aguiar, disse que somente com o fortalecimento dos quadros técnicos das instituições é possível implementar ações de qualidade para o processo de fiscalização das despesas públicas. A declaração ocorreu ontem, dias depois de o governo reconhecer que houve falhas na fiscalização dos gastos com cartões corporativos e anunciar que estuda maneiras de aperfeiçoar as auditorias com notas fiscais e prestações de contas.

Para ele, somente com servidores capacitados é possível marcar uma gestão pela eficiência e realizar auditorias internas de qualidade, com o objetivo de analisar a forma como os recursos públicos estão sendo gastos. Para Aguiar, por conta da qualidade técnica dos funcionários, o TCU conseguiu, com suas ações preventivas, evitar que R$ 2 bilhões fossem desperdiçados no país somente em 2006.

Ele afirmou que a maior dificuldade das instituições é a de acompanhar as demandas que surgem nas instituições, sem um quadro de funcionários adequado. "Mas este é um problema que também ocorre no Tribunal. Cada analista é responsável por fiscalizar dez órgãos federais", citou o ministro. (IT)

Fonte: Correio Braziliense - 16/02/2008

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