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Mais um ralo na saúde - 09/06/2009
Mais uma auditoria indica desvio de dinheiro público. Desta vez, seriam R$7, 1 milhões da Secretaria Estadual da Saúde que escorreram pelo ralo da corrupção. E o elenco de irregularidade é velho conhecido da população: dispensa de licitação, superfaturamento de serviços e equipamentos, pagamento por serviços não prestados e por obras não realizadas etc.

A repetição sistemática desse tipo de caso revela o descontrole na administração dos recursos públicos. Mais grave ainda quando se tratam de serviços de saúde e, no caso em questão, do atendimento do SAMU, cuja eficiência pode ser a diferença entre a vida e a morte.

Além disso, causa na população descrédito nas autoridades e, como mostram as reações às mais recentes denúncias contra deputados e senadores, na própria democracia.

E isso é o pior que pode acontecer numa sociedade que busca um modelo justo. Por isso, é preciso que a investigação seja transparente, para evitar perseguições políticas e injustiças, mas rigorosa. E as punições devem ser as mais duras que a legislação permitir, pois assim servirão de exemplo para evitar novos casos de desvio de verbas públicas. A impunidade, ao contrário, funcionaria como estímulo.

Mas, além de punir os ladrões do dinheiro público, é preciso criar mecanismos rigorosos de controle para evitar que eles roubem. A sociedade brasileira, tão carente de bons serviços públicos, não agüenta mais ser informada que a verba que deveria ser usada para a compra do remédio que falta no posto de saúde foi desviada.

E, mais ainda, saber que os responsáveis pelo desvio ficaram impunes ou, mesmo condenados, são beneficiados pelos excessivos recursos que a legislação permite. É preciso que os crimes sejam punidos e que cada um dos criminosos pague por eles.

Fonte: O Dia - Rio de Janeiro/RJ

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