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Ministério da Saúde investiga uso de recursos do SUS no Distrito Federal - 10/08/2009
Dinheiro ficaria aplicado em banco regional e não estaria sendo investido. DF diz que burocracia atrapalha investimentos dos recursos

O Ministério da Saúde está investigando aplicações do dinheiro repassado ao Governo do Distrito Federal em contas do Banco de Brasília (BRB). O órgão diz que grande parte dos recursos repassados pela União fica aplicado no banco controlado pelo governo local.

O Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS) diz que sobra dinheiro para a saúde do Distrito Federal. No ano passado, o ministério repassou R$ 378 milhões ao DF. Em março deste ano, R$ 238 milhões estavam em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) do BRB. Para os auditores, “os programas não funcionam e causam prejuízo irreparável aos usuários do Sistema Único de Saúde.”

Recursos repassados para programas como Saúde da Família, combate à Aids, agentes de saúde e o SAMU estão há anos não sendo totalmente usados.

A Secretaria de Saúde do DF diz que, nos cálculos, já está incluído o dinheiro de 2009. Mas os dados confirmam que grande parte dos recursos está aplicada.

No fim do ano, R$ 22 milhões que iriam para consultas, vacinas, pré-natal e partos ficaram no BRB. Para comprar medicamentos, o governo federal repassou para o DF mais de R$ 9 milhões. Em dezembro, havia R$ 12 milhões em aplicações financeiras.

O Governo do Distrito Federal diz que os repasses da União representam uma pequena parte do orçamento para a saúde do DF e que esse tipo de recurso é mais difícil de gastar pelas exigências do governo federal. “O que acontece muitas vezes é que os recursos acumulados de um ano pro outro sofrem uma dificuldade muito grande pra sua execução em razão de processos licitatórios demorados”, afirma o secretário Augusto Caravalho.

O Ministério Público quer explicações do governador José Roberto Arruda (DEM). “É necessário, inclusive, dar depois uma analisada com mais calma sobre os aspectos criminais dessa conduta porque provoca danos irreparáveis à população”, diz o promotor Jairo Bisol.

Arruda afirmou que vai criar uma central de compra específica para medicamentos, para reduzir a burocracia. Ele também prometeu aplicar os recursos acumulados no BRB em projetos como a construção da sede do SAMU.

Fonte: G1 - Globo

UNASUS - União Nacional dos Auditores do SUS
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