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Unasus Sindical aguarda reposta do governo a suas demandas - 15/09/2015
Na reunião com o Secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público (SRT/MPOG), Sérgio Mendonça e o Assessor de Gabinete, Vladimir Nepomuceno, no final da tarde desta segunda-feira, 14/09, a diretora Social da Unasus Sindical Jovita José Rosa em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS/CUT), Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) e a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (CONDSEF), estiveram reunidos para discutir sobre o pacote de corte dos gastos públicos o adiamento do reajuste dos servidores para agosto de 2016.

Foi solicitado pelos membros dos Sindicatos que o pagamento que estava acordado para um reajuste de 10,8% em dois anos (2016-2017) considerando a previsão de implantação dos valores, que passou a ser a partir de agosto do próximo ano, que o valor de 2017 seja antecipado e pago juntamente com o de agosto de 2016, em uma única vez. Os representantes aguardam uma reposta do governo.

A diretoria da Unasus Sindical aguarda ainda a confirmação de um calendário de reuniões específicas, com a SEGEP/MPOG, para que o governo dê uma resposta a suas demandas. O Ministério do Planejamento pretende encerrar todas as demandas nessa semana. Todas as propostas serão encaminhadas para o Congresso Nacional.

Retroceder jamais!

Mais uma vez os servidores são tratados pelo governo como vilões da economia e é imposta à categoria a responsabilidade por gastos que precisam ser “enxugados”. Há mais de duas décadas os investimentos com servidores públicos estão mais que controlados pela Lei de Responsabilidade Fiscal, portanto, servidores jamais poderiam ser apontados como responsáveis por qualquer “inchaço”. Ao contrário, faltam investimentos adequados no setor e sobram problemas que se refletem no atendimento precário a uma população carente de serviços públicos.

O governo precisa parar de usar os servidores como válvula de escape para uma incompetência de gestão administrativa que afeta justamente os setores que atendem diretamente a população. Se a população paga impostos – um dos mais altos do mundo – para receber serviços públicos de qualidade é estranho que os setores que mais são penalizados sempre sejam justamente esses que precisam de investimento para fazer com que o Estado cumpra o que prevê a Constituição.

Haverá revolta enquanto o governo continuar aumentando impostos e diminuindo serviços públicos. Não há popularidade que resista a essa equação. Ou o governo adota políticas e apresenta soluções compatíveis com o projeto para o qual foi reconduzido pelas urnas, ou perderá cada vez mais apoio daqueles que ainda acreditam que é possível seguir avançando nas políticas públicas. Os esforços devem todos seguir a direção da garantia de justiça social a uma maioria historicamente penalizada e que está cada vez mais cansada e frustrada, esperando uma correção de rumos que não vem.

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