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Os desafios da formação de gestores na saúde - 23/05/2016
De acordo com o relatório "O Financiamento da Cobertura Universal", da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 20% e 40% de todos os gastos em saúde são desperdiçados por ineficiência. Ainda segundo a OMS, apenas nos países desenvolvidos, a fraude e outras formas de desperdícios podem representar um custo estimado de US$ 12 bilhões a US$ 23 bilhões de dólares por ano para os governos. O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) estima que, no Brasil, pelo menos 20% dos gastos com saúde são desperdiçados. Para especialistas, além de mais investimentos em Tecnologia da Informação, é preciso rever a qualidade da gestão das instituições de saúde, questão que passa pelo desafio de formar bons gestores.

O presidente do conselho da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Francisco Balestrin, concorda que ainda é preciso melhorar a gestão da saúde no país. Ainda estudante de Medicina, trocou a especialização clínica pela administração hospitalar, pois ele já observava que um dos problemas na Saúde brasileira estava nas estruturas.

Precisamos de mais gestores de saúde no país. Ainda temos muitas instituições pouco organizadas, o que contribui para esse desperdício. Há casos de hospitais que não tem nem coisas simples como um organograma – observa.

Porém, nessa discussão, o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ), Paulo Sardinha, observa que há quem identifique líder e gestor como sendo a mesma coisa.

Mas, na verdade, são dois perfis distintos – afirma.

Isso significa dizer que nada garante que a pessoa que sabe liderar seja, também, um bom gestor. Normalmente, explica Sardinha, a liderança apresenta características, como o uso da intuição, estimula a inovação, inspira os subordinados, entre outras. Já fatores como a garantia do cumprimento das rotinas do negócio da empresa, busca da estabilidade e a cultura por processos costumam representar o perfil do gestor.

O ideal para um profissional de sucesso seria equilibrar as características do perfil de gestor e o de liderança – avalia Sardinha. Equilibrar esses dois perfis significa ser um profissional que foque nos resultados, estabeleça processos que otimizem a empresa, mas também que consiga atingir seus resultados por meio das pessoas.

Entretanto, as características de um líder se referem a qualidades pessoais que podem ser desenvolvidas, por exemplo, pelo RH da empresa. O presidente da ABRH-RJ explica que é importante a organização ter um programa de desenvolvimento de lideranças, saber perceber quais profissionais já têm esse perfil e ajudar a consolidar essas qualidades. No caso de uma organização de saúde, que congrega profissionais de diversas formações, ter alguém que consiga se comunicar com todos, inspirar e motivá-los é ainda mais necessário.

O líder tem essa capacidade de se comunicar com os mais diversos públicos da organização, algo que um profissional somente técnico não consegue. Ele não vai conseguir transmitir da forma correta a mensagem, logo não terá o comportamento almejado dos colaboradores – explica Sardinha.

Já o lado de gestor necessita o conhecimento técnico, precisa da formação que o capacite como saber administrar e gerir, por exemplo, um hospital. Somente com a formação específica de gestores para a área de saúde, visto a existência de características específicas desse segmento da administração, é possível desenvolver a gestão aplicada a essa área.

Fonte: Confederação Nacional de Saúde

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